Depois de exaustiva busca nos anais da Arquidiocese de
Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas
Gerais, o odontólogo Dr. Sílvio Carneiro e a professora
Dorália Galesso. Incentivados pelo então presidente da
República Juscelino Kubitschek, e tal pesquisa
encontrou uma explicação provavelmente confiável.
Os Inconfidentes Mineiros, patriotas, mas considerados
subversivos pela Coroa Portuguesa, comunicavam-se
através de senhas, para se protegerem da polícia lusitana.
Como conspiravam em porões e sendo quase todos de
origem maçônica, recebiam os companheiros com as
três batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos
esconderijos. Lá de dentro, perguntavam:
Quem é? E os de fora respondiam: UAI - as iniciais de
União, Amor e Independência. Só mediante o uso dessa
senha a porta seria aberta aos visitantes.
Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando
costume entre as gentes das Alterosas.
Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir
de então, a incorporaram ao vocabulário quotidiano,
quase tão indispensável como tutu e trem.
Uai, sô ...
Fonte: Jornal Correio Brasiliense