terça-feira, 27 de julho de 2010

Ensinadas à Amar


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou pela sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas
à Amar, pois o Amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."

Nelson Mandela

2 comentários:

Cris França disse...

ah o perfume que tem a essência do bem...Mandela, fala coisas como ninguém, bjs querida

j maria castanho disse...

Se Ainda Recuperamos Alvoradas

Então tu, detective dos sentimentos camuflados
E das palavras crivadas pelo parágrafo oculto,
Zoom à semântica prisioneira em vésperas de indulto,
Porque te escondes de mim e me transportas e transformas
Em simples atracção circense dos palcos digitalizados
Electrónicos socalcos do estar aqui, hirto de leis e normas
Falho de certezas à luz das controversas e versadas formas?

Simplesmente pretendo recuperar os sonhos perdidos
Nas esferas do teu olhar em oblíquas ogivas sepultados,
Esquecidos tão à flor do não-ser brancos de cal, caiados
Como se fossem danças étnicas multimilenares, ancestrais
Rodapés, esquissos em oca por aguadas aguarelas cerzidos
De artesãos caçadores de éclogas nos remansos escondidos
Do vivaz rupestre encontro para decifrar o beijo dos vitrais.

O puzzle, juntar as peças do naufrágio nas correntes da vida
Em que suposta é a esperança e a dignidade de navegar,
Qual balancé do tempo, preso na teia de malha entretecida
Com as tempestades, os vendavais vigorosos, os jeitos de falar
E incentivar a descida, aos pergaminhos que nos hão-de registar
Como ponte entre o passado e o futuro, por sonhos suspendida.
E sustentada

Na escalada
Ousada
Desejada
Recuperada
Aliada – neste quase abraço de invenção com ternura desmedida...

Sim, porque a alvorada, se eleita em profundidade
Sara a ferida, domina o nevoeiro como muralha ensolarada
E dita desertos nos areais vitrinários da cristandade,
Abrindo caminhos sobre espirais à propulsão de quase nada
Nas apenas bermas do jungido e estreitado afecto da liberdade!